Dor. Insatisfação. Revolta. Indignação. Impotência. Irritação.
São tantos e, ao mesmo tempo, um único e específico sentimento - inefável - que me toma toda vez que, sem querer, as coisas se reviram dentro de mim. O passado vem nítidamente ao presente. Tira o ar, tira a força, tira o jogo de cintura...
Não tem nada pior do que se sentir agora em um tempo que você tem consciência de que já passou e que, infelizmente, por mais mal resolvido que seja pra você, não importa. Ninguém se importa. Cabe a você encontrar um lugar bem longe onde você possa despejar cada destroço, cada lembrança. Cada uma de toda e qualquer coisa que te remeta a um passado que tinha tudo pra ser muito bem vindo no presente e, no entanto, não é. Não se fez assim.
São tantos e, ao mesmo tempo, um único e específico sentimento - inefável - que me toma toda vez que, sem querer, as coisas se reviram dentro de mim. O passado vem nítidamente ao presente. Tira o ar, tira a força, tira o jogo de cintura...
Não tem nada pior do que se sentir agora em um tempo que você tem consciência de que já passou e que, infelizmente, por mais mal resolvido que seja pra você, não importa. Ninguém se importa. Cabe a você encontrar um lugar bem longe onde você possa despejar cada destroço, cada lembrança. Cada uma de toda e qualquer coisa que te remeta a um passado que tinha tudo pra ser muito bem vindo no presente e, no entanto, não é. Não se fez assim.
Muitas vezes passamos a idéia de que trazemos o passado ao presente na tentativa de vivermos de novo aquelas coisas, aqueles sentimentos, aqueles momentos... E, admito, em alguns casos isso é realmente a verdade. Isso é realmente o que acontece e o que aconteceu comigo por muito tempo. Mas, será que é mesmo porque eu quero exatamente aquele passado - os sentimentos, os momentos - de volta ou essa vontade se dá simplesmente porque não foi possível criar um presente digno daquilo que um dia foi e o que me resta é simplesmente o que não existe mais?
Eu pergunto e respondo. Sem dúvida. A ausência desse presente que tinha tudo pra substituir - não só a parte perfeita do passado mas, principalmente - as partes incômodas do que passou, faz com que frequentemente eu me sinta atingida, ferida e, a pior de todas as sensações, esquecida nos mínimos detalhes. Esse é o "método" humano e correto de realmente se desprender das coisas? Essa é a "arte" do desapego?
Eu pergunto e respondo. Sem dúvida. A ausência desse presente que tinha tudo pra substituir - não só a parte perfeita do passado mas, principalmente - as partes incômodas do que passou, faz com que frequentemente eu me sinta atingida, ferida e, a pior de todas as sensações, esquecida nos mínimos detalhes. Esse é o "método" humano e correto de realmente se desprender das coisas? Essa é a "arte" do desapego?
Existem perguntas que eu faço e que eu não respondo. Não posso. Não as sei responder.
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