20 fevereiro, 2010

Reutilização.


Uma vez eu disse que tentei e tentei mesmo desacreditar daquele amor piégas que quer dividir até o que não tem, o que não pode... Que encara as decepçoes como meros desafios, com aquele baita sorriso bobo na cara... O amor que, mesmo em meio a mil coisas externas se acalma nele mesmo. Naquele ser-amor.
Mas vi que não é anormal esquecer do amor e se deixar dominar pelos problemas, pelos obstáculos, pelos desafios.. Anormal é não fazer isso! É não ser racional. E quanto maior é a sua razão - e, por sua vez, suas emoções -, quanto mais sólidos eles forem e estiverem, maiores serão os obstáculos, os desafios.
Não podemos gerar grandes transformarções sozinhos, precisamos pelo menos que alguém, por mais distante que seja, consiga apontar da maneira certa a necessidade dessas mudanças em nós mesmos. Uma vez que, muitas coisas e, na maioria das vezes, as mais essenciais, nos são invisíveis aos olhos.
E, exatamente por ter experimentado essas tantas mudanças, acompanhada ou desacompanhada mas, sempre, com algum dedo que não queria apenas apontar, mostrando pra mim e em mim todas as tantas coisas que hoje me soam realmente tão essenciais e no entanto eu nao percebia, eu acredito, piamente, não só no amor piégas que um dia ainda irá resistir a tudo e a todos mas, principalmente, no amor piégas que existirá eternamente em mim por todas essas pessoas que passaram por mim e me apontaram exatamente aquilo que era necessário ser apontado.

"Uma verdade parada não é paz, é abandono."

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