14 outubro, 2010

A M O R

É tão difícil falar sobre determinados sentimentos; aqueles intensos e que mexem com a gente mesmo que relutemos e até convençamos, a quase todo mundo de que não mexem não. Que isso! Que absurdo!

Por que, então, a gente acaba se lembrando deles ou escrevendo a respeito deles, com a ajuda deles? E até aceitamos a ajuda deles, naquilo que nos ensinou ou ainda tem a ensinar... Mas não sabemos, afinal, que é difícil mesmo só senti-los, pura e livremente, quanto mais assim... Apelando pra razao, quase que pra controlar? Querer... Querer explicar, ow! Loucura. É mesmo.

Eu escrevo, sobre o que acredito que eu tenha entendido até pra ver se entendo mesmo. Mas com a ajuda do que eu sinto, e sinto... Tudo. Desde o que acredito que entendo ao que desconheço plena e completamente.

E assim, tudo se entrelaça e eu já quase não posso mais separar o que eu acredito ter entendido daquilo que me cega. Mas através do que escrevo é que posso tudo: Brinco com os sentimentos como se brincasse com as palavras, e vice-versa. Quem saberá dizer?

Vou continuar... Vou brincar de Palavra-Sentimento porque acredito realmente que saudavel mesmo é se abdicar muitas vezes das respostas... E aceitar a beleza inconfundível que cada uma de todas as perguntas nos guardão. 

E por mais difícil que seja, o jeito é ir admitindo... Ou suportando algumas perguntas-sem-respostas e, principalmente, tolerando as nossas - e as alheias - fraquezas em relação a muitas delas.

Só assim poderemos entender o quão simples é para o medo nos apertar forte e conseguir impedir totalmente o decolar ostensivo de nossas ousadia e coragem...

Tocaremos, enfim, com tranquilidade a urgente necessidade de sermos exatamente como (aquilo que) somos... Em essência.... 


s o b r e

v i v e r
m o s

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