09 maio, 2010

To be or not to be?

As vezes descubro coisas que acreditava já saber... Coisas bobas e até batidas como ditos populares: "O que tiver que ser, será." Ou seja: Não adianta fugir.

Eu realmente fugia... E ainda fujo de muitas coisas. Sempre tive consciência de que essa não era a melhor maneira de lidar com as coisas. Sabia que, assim, eu estava simplesmente ignorando os fatos e deixando pra amanhã o que eu julgava ser incapaz de resolver naquela hora.

Mas, espera! Do que é que nós não somos capazes? Não quero ser pretenciosa e dar uma de onipotente. De forma nenhuma. Sou falha, sou errante. Mas, só sei que falhei depois que realmente tentei. Então por que, pra que fugir?

Há quem acredite que cada coisa tem a sua hora. Destino. Há quem acredite apenas que, naquela hora, naquelas circunstâncias, eu realmente não estava apta a resolver nada. Eu não sei no que eu acredito. Acredito nos dois. Os dois fazem sentido pra mim e estão até interligados. Mas o porque realmente da fuga talvez eu nunca saiba. E, por não saber, invento. Assim acaba sendo como eu gostaria que fosse...

E indo agora de encontro a uma dessas minhas fugas eu imagino, eu deliro... E nos meus devaneios eu tenho certeza de que eu não teria ido tão longe se eu não tivesse esperado, adiado um pouco mais a minha coragem.

À alguns anos atrás eu não seria como eu sou e não teria a maturidade que acredito ter e ser necessária para lidar com todos os receios que me levaram a fugir um dia. Essa foi uma fuga que fez sentido. Uma fuga que me deu oportunidade de redençao.

Não indico. As fugas são perigosas. Nem todas perdoam. Nem todas nos dão uma segunda chance. Talvez eu esteja mesmo apenas indo de encontro ao meu destino. Que seja... Bem vindo seja!

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