26 julho, 2010

Fic(est)ar

Todos os dias, procuro buscar algo maior até no que há de menor: Sem saber interpretar as borras do café, procuro formas que me digam alguma coisa... Ou não.

Sim ou não, já vale encontrar qualquer forma assim... Mesmo que abstrata... Que dificilmente se repetirá – no máximo se aproximará.

E, vivendo assim o dia-a-dia, tudo passa a buscar, por si só, um sentido ou, no mínimo, atiça mais a nossa curiosidade. E o sentido vem vindo... Tornando real o conto de fadas em que interesses e conhecimentos (só) andam juntos e em busca de uma verdade (apenas) comum.

O inferno são os minutos que nos faltam... Os minutos ou apenas o (básico) interesse em se interessar tanto assim; Com consciência de que não virão outras marcas como aquela.

E, quando borras são, então, apenas o resultado bruto de um processo comum,  não conseguimos atingir a essência do acontecimento e acabamos perdendo – talvez – poucos, mas únicos momentos de observação.

Ainda assim é válido: Antes os que vêm perdendo a observação de pequenos acontecimentos diários aos que vêm perdendo todo dia a chance de viver alguma coisa como se realmente fosse única. Fosse a última.

Ficaríamos bem mais tempo e até com o tempo nos envolveríamos. Sentiríamos a necessidade de sentir com todos os sentidos. Diríamos adeus com as mãos, mas dando sempre as boas vindas com o olhar...

Porque viver bem é viver sempre um pouco mais do que se considerava possível, se entregar sempre um pouco mais do que o corpo parecia poder... É andar com pressa nos passos e calma no olhar!!!


Texto construído durante a Oficina de Textos, com Maíra Viana. Versão corrigida e comentada (por ela) e revisada (por nós). rs Inspirada na cançao "Stay (Westing Time), de Dave Matthews Band".

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