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| Pintura (Boaventura arte e soluções): Encontro em Jardim Florido. |
Numa metade de ano a gente pode atrasar o começo ou antecipar o final, mais de uma vez até. Dentro de um mesmo ano podemos fazer incontáveis aniversários. Aniversários que nem nos lembrávamos... Ou que, simplesmente, nunca nem tínhamos comemorado.
E a medida em que vamos comemorando, vamos nos dandos conta da importância de comemorarmos, mesmo que seja só com a língua de sogra, mesmo que seja só A Língua de Sogra.
Se lembrar é tão inevitável, vamos dar aquele jeitinho da lembrança vir acompanhada daquela doçura que deixamos guardada na caixinha de música. Na música da caixinha...
E podemos compor, tematizar, ritmizar, peças e poesias, canções... À cada uma de nossas lembranças (ou esquecimentos) e fazer delas a arte que alimenta a nossa semente de mudança e germina a nossa revolução.
Convido a todos, então, a ir agora em busca de alguma lembrança musical, literária, sentimental, qualquer coisa que os faça comemorar de novo - ou pela primeira vez - uma data especial como a de amanha, pra mim, que já começo a comemorar agora, por nós. Assim...
Então, como a mim, que a comemoração do encontro possa ser reavivada e reavivar, até mesmo os desencontros da vida.
E a medida que passarmos a nos encontrar com mais freqüência e intensidade, o nosso encontro com os outros passará a ser -então, digno de grandes comemorações. De grandes feitos.
No mundo em que se encontrar já anda tão complicado, a dádiva do encontro de (a) dois torna todas as outras dores, nossas e do mundo, muito mais amenas; menos dores.
Chego a me sentir capaz de tudo... De mudar tudo... Esse mundo que nós é que rodeamos e, mesmo assim, parecemos não sair do lugar.
Mas podemos...
Atravesso o meu mundo e alcanço outro continente. Comemoro vários anos numa metade de ano. Fiz aniversários, então - renasci?!
Mas podemos...

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