30 novembro, 2010

À (tentativa de) solução.

´´Silêncio bom é silêncio de amor.``

Eu li ou escrevi isso, ou os dois, em algum lugar, algum dia... Não levemos em consideração a autoria e/ou o contexto, e sim o conteúdo do conteúdo.

Venho acumulando um silêncio que mais parece uma batida de carro. Uma TPM daquelas que poucas mulheres entenderiam.

Um silêncio que corresponde exatamente à aquela situação em que não nos resta fazer, dizer mais nada a não ser “Puta Que Pariu”. Ou a exclamação que melhor servir, se servir.

Situações e silêncios perigosos esses. Pequenos transtornos no trânsito, a caminho do trabalho, podem se transformar em uma tragédia se o seu relógio já marcava alguns minutos de atraso no ponteiro habitual.

Mesmo o menos pontual dos sujeitos, o mais largado e tranqüilo, provavelmente se sentiria - no mínimo - em pleno e amplo desconforto. Em todos os aspectos.

Aí é que ta: Até que ponto devemos ou podemos controlar as nossas (re)ações em detrimento à sua importância para os outros? Se existe, qual é a situação em que devemos nos omitir, ou omitir o nosso “Puta Que Pariu”?

Onde quer que nós formos importará sempre e bem mais, principalmente "a primeira vista" o que fazemos e/ou como nos vestimos e nos portamos do que como somos, quem somos... Nem se sabe ao certo como definir isso, tamanho é o desconhecimento em conhecer, gratuita e despretensiosamente o outro.

E, assim, obviamente, é cada vez mais fácil e natural – as vezes até obrigatório - que adotemos personagens... De acordo com as conveniências; Convenientes.    

A mensagem "subliminar" a respeito do quanto nos desprendemos do SER dá os primeiros sinais na naturalidade e até na necessidade de "ostentarmos" quantidades, as vezes incontáveis, de roupas, calçados, utensílios, alimentos...

Hoje em dia o lixo de 1/3 do meu edifício alimenta pelo menos uma família, média. O lixo dele inteiro, duas, no mínimo.

O problema é que é o lixo. O problema é que nós é que somos (também) personagens. O problema é que esse silêncio precisa reciclar informação demais, no meio de bagunça demais, e nosso relógio parece marcar sempre os habituais minutos de atraso. Em horário universal.

´´Até quando você vai ficar mudo? Muda que o medo é uma forma de fazer censura...`` Gabriel, O pensador.  

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