Terminei hoje a leitura de "A morte é um dia que vale a pena viver", de Ana Claudia Quintana. Aconselho fortemente a todos, que querem viver, que querem morrer.
Este livro vem, como têm vindo todas as coisas ultimamente, como parte fundamental desse processo de busca, lindo e incessante, de nós mesmos, da nossa inteireza. E, processo este, em que desejo, possamos nos encontrar todos nós.
Como nos diz o livro e a sábia Ana Claudia, hoje é sempre um dia muito importante para sermos e estarmos. E, caso não consigamos, não estejamos e não sejamos também. Mas, importante é. todo dia. para sermos exatamente o melhor que pudermos ser.
E, claro, que este "melhor" de nós, não caiba dentro de nenhum ideal. Nem mesmo do nosso. Que tenhamos sempre a leveza e a delicadeza de nos permitirmos menos ideais e mais possibilidades. Estejamos sempre abertos ao possível.
Neste livro, e nesta caminhada de auto cuidado, concordamos, eu e Ana Claudia, imagino eu, em pelo menos um ponto com Gilberto Gil, na letra de "Se eu quiser falar com Deus". De fato, "precisamos aceitar a dor". A nossa dor e a de mais ninguém. Quanto mais dores dos outros a gente acumular pelo caminho, mais difícil vai ser tratar as nossas...
E é assim que muita gente vai fugindo das suas: Focando na dor dos outros, transferindo para o outros, enfim, sempre sobre ou para os outros. Porque "o outro" é um universo desconhecido e, portanto, passível de toda e qualquer loucura que eu projete.
Mas, porém, todavia, toda essa loucura projetada é única e exclusivamente minha. Minha projeção, minha expectativa, muitas vezes meu próprio espelho no meu próprio muro. Ou tudo isso numa coisa só.
Então, no final das contas, o que eu quero te dizer é; a morte, em si, é apenas um segundo, breve como a própria palavra. Mas a vida, essa coisa que nos permite compartilhar desse meu pensamento agora, acontece sempre, o tempo todo, até o instante imediatamente anterior a sua morte.
Cuidemos para não viver uma vida de morte.
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