13 janeiro, 2025

Voltar.



Uma volta nem sempre é uma volta. A idéia de voltar sempre carrega uma noção de semelhança, de retornar ao mesmo lugar, à mesma pessoa... Mas aqui, nem o lugar permanece o mesmo.

Talvez o endereço deste blog seja a única coisa que permanece a mesma. Mas, também, não dá pra fugir do nosso nome. Não atoa, tatuei o meu.

Por mais que a gente mude um nome, sempre vai ter existido outro. Em algum momento, em algum lugar, as coisas existiram. Negar isso não resolve nada, nem faz nada mais fácil.

Talvez pra você sim, mas pra mim não resolve. Pra mim, sempre foi extremamente necessário voltar, revisitar o passado para, então, poder seguir em frente e voltar outra, visitando novos lugares, mas sem precisar negar os antigos. 

A negação me afasta de mim e do que eu posso ser de melhor. Minha mãe outro dia disse pra minha tia, irmã dela: "Se eu não soltar minhas bruxas, eu vou morrer..." E isso sempre fez da minha mãe uma mulher forte, autêntica e determinada. 

Somos muito, muito parecidas. Impressionante. Mas, de fato, espero que uma versão melhor de mim, possa sempre ir e voltar. E dela também.

Bora ir e voltar melhor?

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