Eu tenho duas famílias completamente opostas, uma da festa e a outra do trabalho. Uma, quando encontra, quer festa. A outra, quer mais é trabalhar... Encontrar pra que? Então, uma tá sempre junta e sempre se juntando. A outra, tá sempre separada e mal se falam.
Quando eu estou na família unida, eu me sinto solitária na separada. Quando eu tô na separada, me sinto agradecida pela unida. Família parte a gente no meio. É como se nunca estivéssemos totalmente completos sem algumas partes. Eu, pelo menos, me sinto sempre assim...
Talvez isso também tenha contribuído pra que eu me tornasse uma pessoa da tensão, que tá sempre se sentindo tensionada em relação a tudo e, por isso, nunca consegue concluir nada direito. Tensão demais gera insegurança. E, em mim, a insegurança gera agressividade. Agressividade gera conflito e mais nada...
Algumas pessoas, quando estão inseguras, se recolhem e se amedrontam. Eu não conheci o medo, eu nasci convivendo muito bem com ele. Por isso, a insegurança me deixa em estado de alerta. Pronta pra reagir, seja como for.
E, reagir demais me levou a pensar de menos sobre as minhas emoções. Sob tensão é muito difícil digerir o que a gente sente, conseguir parar pra respirar antes de reagir. A reação era minha maior aliada, minha defensora incondicional.
Hoje entendo que, os opostos não me atraem, mas me tencionam a ponto de até hoje eu não ter conseguido entender direitinho como e o que ser com calma e leveza. Mas a busca tem sido mais bonita do que tensa e os opostos tem me ensinado mais do que tencionado. Já é um belo começo...
Onde Ohana se firmar, Aloha se espalhará.
24 abril, 2025
Todo oposto.
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